quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Mais uma festa

“Tira o sutiã, uhu, tira a calcinha aha, que eu quero ver, o seu corpo balançar...”.
Foi com o romântico som de Tequila Baby, ao fundo, que a conheci.
Ela tinha acabado de beijar outra guria, coisa normal aqui em Porto Alegre, quando me viu escorado na parede. Sei que foi paixão à primeira vista, afinal sou um pedaço de mau caminho, como dizem. Eu, que já estava de olho no amasso dela com a moreninha, tri afim de entrar na brincadeira, saudei-a com um brinde no ar e pisquei o olho direito. O charme personificado.
Ela não resistiu, veio cambaleante até mim, disse duas palavras inintendíveis e vomitou nos meus pés. Eu sempre soube que o interior de todas as garotas me desejava, só que o vômito já era exagero. Cogitei por instantes dar um chute na boca daquela vaca, deixou meu All Star de sair um lixo, mas não seria capaz de bater numa mulher com peitos tão belos.
Perguntei se estava tudo bem, ela respondeu que ahan e tentou me beijar. Porra, beijo com gosto de vômito não, tudo bem que poucas vezes vi peitos tão suculentos, mas tenho amor próprio, um pouco pelo menos. Ela disse que voltava.
Fiquei ali, curtindo a festinha, secando as gurias, jogando conversa fora com uns otários, me encharcando de vodka barata... Uma festa normal, daquelas sem motivo e que metade das pessoas não faz a mínima idéia de quem é o anfitrião. No caso eu. Pra falar a verdade, nem eu sei por que inventei a festa. Foi pilha dos meus amigos mangols, o que é uma redundância, pois se é meu amigo, é mangol.
Já era o que? Umas cinco da manhã, quando ela voltou. E não é que ela voltou? Ela e os peitos. A casa já estava semimorta, uns bêbados caídos na sala e no corredor, aquele fedor de todo tipo de cigarro, copos e salgadinhos espalhados por todas as peças e uns três caras jogando videogame no quarto dos fundos. Eu nem tenho videogame.
Então ela voltou. De pé, no recinto, só nós dois. Ela caminhou até mim, dessa vez em linha reta, subiu nos meus pés, levantou a cabeça e baforejou em meu rosto seu hálito de menta. Meu amigo, irresistível. Beijei tudo, toda.
Ela tirou.

Um comentário:

Marcelo (Metalian) Matos disse...

REsumo: Esplêndido!
Beeeeeeem diferente dos teus ultimos post's e fugiu do teu estilinho de escrita... Bom demais =)
QUem dera tivesse mais ^^