segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Sr. Ricardo Neis – Baseado em fatos reais

O momento perfeito para a vingança.
Quando o Sr. Ricardo Neis notou o fluxo lento na avenida, começou a ficar nervoso (como todo bom motorista porto-alegrense), batia com a palma da mão na direção, reclamava do chefe e buzinava repetidas vezes. Acelerava, parava, suava, reclamava, acelerava, parava. Por estar puto com a situação, Sr. Ricardo Neis não viu que poderia dobrar na próxima esquina, o que o levou para trás de inúmeras pessoas andando de bicicleta, elas pedalavam devagar e preenchiam todo o espaço da rua. Os olhos do Sr. Ricardo Neis brilharam de raiva e satisfação ao ver a cena. Todos aqueles ciclistas...
O momento perfeito para a vingança.
Depois de muito buzinar, xingar e ameaçar com fortes aceleradas (premeditadamente, ele já sabia o que fazer), Sr. Ricardo Neis decidiu avançar. Simplesmente jogou para o alto aqueles que atravancavam seu caminho. Enquanto batia nas bicicletas e os corpos voavam em seu pára-brisa, uma sensação de dever cumprido tomava conta de seu coração e fazia o pé afundar ainda mais no acelerador.
Sr. Ricardo Neis, ao ver aquela massa de ciclistas, lembrou do pequeno Ricardinho Neis, com oito anos, abandonado pela mãe. Ela, prostituta, fugiu com um mecânico de bicicletas, deixando-o para ser criado pela avó. Não bastasse seus colegas de colégio caçoarem diariamente da profissão de sua mãe, ela o trocara pelo mecânico de sua bicicleta. Pobre Ricardinho Neis. Pobre Sr. Ricardo Neis.
Foi isso que passou em sua cabeça, era o momento perfeito para a vingança. Toda a raiva do mecânico, das bicicletas e dos colegas, que estava contida em seu peito durante anos, foi aliviando à medida que destruía pessoas.
Sr. Ricardo Neis estava livre. Ricardinho Neis estava vingado. Nunca mais temeria um homem de bicicleta, nunca mais seria abandonado, nunca mais o chamariam de filho da puta.
Será?

2 comentários:

Rider 4 Ever disse...

Sr. Ricardo Filho de uma puta Neis. Eu sou Motociclista e sou ciclista competidor semi profissional. Eu queria te por na garupa da minnha moto para passear a mais de 300 por hora. Queria te por deitado no meio de um duplo numa pista de 4x, e quem sabe errar o salto. Queria tentar intender oque se passa na cabeça de um verme como o senhor, que supostamente deve ter no minimo curso superior. O seu filho que te acompanhava, o Juninho, ele deve ter uma bike não é? Queria te pegar frente a frente ou eu de bike e vc a Pé. Eu queria fazer varias coisas com o Sr. Mais oque eu quero mesmo, todo o coração, é te ver na cadeia. Mais nesse pais onde nem o transito funciona, as leis contra Psicopatas como o Sr. também sao falhas. Eu tenho a sua pessoa como uma imensa quantidade de massa fecal. Se eu estivesse escoltando aquela galera de moto, como eu tenho costume de fazer com meus amigos da região que eu moro. Com certeza encontrariam o seu carro, e mais o seu corpo, com a face desfigurada por tiros de 380; Ja que tenho porte de arma e posso utiliza-la para me defender, como o Sr fez não foi? Entao somente Juninho poderia contar a historia, que se lembraria toda vez que avistasse uma bicicleta. Graças a Deus o Sr. não conseguiu matar ninguem. Como eu disse a pouco, o unico que morreria se eu estivesse la a paizana, seria o senhor. Mais como não foi oque aconteceu, espero mais uma vez, que ao acompanhar no noticiario nacional, eu seja privilegiado com a noticia de que o senhor fora condenado e responsabilizado pelos seus atos de muleque birrento, criado com a avó.

MiLa disse...

Como pode existir um ser humano assim???
Se é que é humano...