sábado, 6 de janeiro de 2018

O céu chorou e se alegrou

Nos reunimos para a despedida simbólica.
Eloah não estava mais ali, já havia subido a escada de Jacó.

Em cortejo atravessamos o corredor das gavetas mortuárias. Um anjo com voz de trovão cantarolava louvores. Saímos para a parte descoberta, o cinza que tomava conta do céu, escureceu, virou preto por instantes. Uma chuva fraca começou a cair melancolicamente. 

Mas o firmamento estava em júbilo.   

Do meio das pesadas nuvens o sol irrompeu, pintou de amarelo cada pingo de água que beijava a face de todas as dores e saudades que rolavam dos corações e olhos de cada um presente. Para deixar bonito o final daquela triste e inesquecível manhã de dois mil e dezessete.

2 comentários:

Miloca Ávila Maica disse...

Este Dia jamais será esquecido!
Lembro da chuva fina que caía como um bálsamo,tentando aliviar a dor e a despedida!

Miloca Ávila Maica disse...

Saudade cheira alecrim
Mas é ruim que nem cupim
Que dá na várzea do campo
E que fere a gente de tal jeito
Que o coração cá no peito
Se banha na água do pranto.